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Medição de Variáveis Físicas Industriais · SENAI · v5.4
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Cada equação com diagrama interativo — passe o mouse sobre as variáveis
Pressão
Pressão — Definição Fundamental
P = F / A
A pressão é a força aplicada perpendicularmente dividida pela área sobre a qual ela age. Quanto menor a área, maior a pressão para a mesma força.
PPressãoPa (Pascal)O resultado — quanto de força por área
FForçaN (Newton)A força aplicada sobre a superfície
AÁreaA área da superfície que recebe a força
📋 Como organizar antes de calcular
1Liste o que o enunciado dá: F em N e A em m²
2Identifique a incógnita (P, F ou A) e isole-a antes de substituir
3Unifique unidades: F em N, A em m², resultado P sai em Pa (÷100.000 = bar)
Exemplo A — calcular P: F = 100 N, A = 0,01 m²
1Fórmula: P = F / A
2Substitua: P = 100 / 0,01
3Resultado: P = 10.000 Pa = 0,1 bar
Exemplo B — calcular A: F = 500 N, P = 2 bar
1Isole A: A = F / P
2Converta P: 2 bar × 100.000 = 200.000 Pa
3Resultado: A = 500 / 200.000 = 0,0025 m²
Armadilha: nunca divida N por bar diretamente. Converta tudo para Pa antes de calcular.
Superfície A = 0,01 m² F = 100 N P 10 kPa
Pneumática industrial Hidráulica Vasos de pressão Caldeiras
Stevin — Pressão Hidrostática
ΔP = ρ × g × h
A diferença de pressão entre dois pontos de um mesmo líquido depende apenas da diferença de altura entre eles, não da forma do recipiente.
ΔPDiferença de pressãoPa ou barPressão no ponto B menos A (mais fundo = mais pressão)
ρMassa específicakg/m³Água = 1000 · Óleo ≈ 850 · Mercúrio = 13.600
gGravidadem/s²Aceleração gravitacional ≈ 9,81 m/s²
hAltura da colunamDiferença de profundidade entre os dois pontos
📋 Como organizar antes de calcular
1Identifique o fluido → pegue ρ: água=1000, óleo≈850, mercúrio=13.600 kg/m³
2h em metros = diferença de altura entre os dois pontos (não a posição absoluta)
3g = 9,81 m/s² (fixo). Resultado em Pa → ÷100.000 para bar
Exemplo A — calcular ΔP: água, h = 5 m
1Fórmula: ΔP = ρ × g × h
2Substitua: ΔP = 1.000 × 9,81 × 5
3Calcule: 1.000 × 9,81 = 9.810 → × 5 = 49.050 Pa
4Converta: 49.050 ÷ 100.000 = 0,49 bar
Exemplo B — calcular h (nível): ΔP = 1,2 bar, petróleo (ρ = 820)
1Isole h: h = ΔP / (ρ × g)
2Converta ΔP: 1,2 × 100.000 = 120.000 Pa
3Denominador: 820 × 9,81 = 8.044,2
4Resultado: h = 120.000 / 8.044,2 = 14,92 m
Armadilha: usar ρ da água (1000) para outro fluido. Se ρ mudar, o nível calculado fica errado — erro clássico em medição de nível por pressão com fluido de densidade variável.
A B h 5 m ΔP = 0,49 bar ρ=1000
Medição de nível por pressão Caixas d'água Tanques industriais
Vazão
Vazão Volumétrica
Qv = S × v
A vazão volumétrica mede o volume de fluido que passa por uma seção da tubulação por unidade de tempo.
QvVazão volumétricam³/s · L/minVolume de fluido por unidade de tempo
SSeção transversalÁrea interna da tubulação no ponto medido
vVelocidade do fluidom/sVelocidade média do fluido na seção
📋 Como organizar antes de calcular
1Calcule a área: S = π × r² onde r = D/2 (use raio, não diâmetro!)
2Converta D para metros: 10 cm → 0,10 m → r = 0,05 m
3Para converter m³/s → L/min: multiplique por 60.000
Exemplo A — calcular Qv: D = 10 cm, v = 2 m/s
1Calcule S: r = 0,05 m → S = π × 0,05² = 0,00785 m²
2Aplique: Qv = 0,00785 × 2 = 0,01571 m³/s
3Converta: 0,01571 × 60.000 = 942 L/min
Exemplo B — calcular v: Qv = 500 L/min, D = 8 cm
1Converta Qv: 500 ÷ 60.000 = 0,00833 m³/s
2Calcule S: S = π × 0,04² = 0,005027 m²
3Resultado: v = Qv/S = 0,00833 / 0,005027 = 1,66 m/s
Armadilha: usar D no lugar de r ao calcular a área. S = π×r², onde r = D/2. Errar isso quadruplica o erro na área!
S v=2 m/s Qv 942 L/min
Medidores de turbina Ultrassônico Eletromagnético
Número de Reynolds — Regime de Escoamento
Re = ( ρ × v × D ) / μ
O Número de Reynolds é adimensional e classifica se o escoamento é laminar, em transição ou turbulento.
ReNúmero de Reynoldsadimensional<2300 laminar · 2300–4000 transição · >4000 turbulento
ρMassa específicakg/m³Densidade do fluido no ponto de medição
vVelocidade do fluidom/sVelocidade média de escoamento na seção
DDiâmetro internomDiâmetro interno da tubulação no ponto medido
μViscosidade dinâmicaPa·s (cP)Resistência interna do fluido ao escoamento
📋 Como organizar antes de calcular
1Calcule o numerador: ρ × v × D (todos em SI: kg/m³, m/s, m)
2Divida por μ (viscosidade dinâmica em Pa·s = kg/m·s)
3Classifique: Re < 2.300 = laminar · 2.300–4.000 = transição · > 4.000 = turbulento
Exemplo A — água: ρ=1000, v=2 m/s, D=0,05 m, μ=0,001 Pa·s
1Numerador: 1000 × 2 × 0,05 = 100
2Divida: Re = 100 / 0,001 = 100.000
3Resultado: Re = 100.000 → Turbulento
Exemplo B — óleo viscoso: ρ=900, v=0,5 m/s, D=0,03 m, μ=0,1 Pa·s
1Numerador: 900 × 0,5 × 0,03 = 13,5
2Divida: Re = 13,5 / 0,1 = 135
3Resultado: Re = 135 → Laminar (óleo viscoso = escoamento suave)
Armadilha: confundir μ dinâmica (Pa·s) com ν cinemática (m²/s). Se o enunciado der ν, use Re = v×D/ν (sem ρ). Água a 20°C: μ ≈ 0,001 Pa·s.
LAMINAR (Re < 2300) TRANSIÇÃO (2300 – 4000) TURBULENTO (Re > 4000)
Escolha do medidor de vazão Projeto de tubulações Placa de orifício (Re mín.)
Erros de Medição
Erro Absoluto e Tipos de Erro %
EA = IndicadoReal
O erro absoluto é a diferença direta entre o que o instrumento mostra e o valor verdadeiro.
EAErro Absolutomesma unidadePositivo = superestima · Negativo = subestima
IndicadoValor indicadobar, °C…O que o instrumento mostra no display
RealValor realbar, °C…O valor verdadeiro (padrão de referência)
%FSErro % FS(EA/URV)×100Comparar com catálogo do instrumento
%SpanErro % Span(EA/Span)×100Instrumento com re-range
%Leit.Erro % Leitura(EA/Real)×100Erro relativo ao valor medido
📋 Como organizar antes de calcular
1Anote: Indicado (leitura), Real (padrão), FS (maior valor da escala) e Span (URV−LRV)
2EA = Indicado − Real (pode ser + ou −; o sinal indica direção do desvio)
3%FS÷FS · %Span÷Span · %Leitura÷Valor_lido — denominador diferente, % diferente
Exemplo — Indicado=6,12 bar, Real=6,00 bar, FS=10 bar, Span=6 bar
1EA: EA = 6,12 − 6,00 = +0,12 bar (positivo = indica acima)
2%FS: (0,12 / 10) × 100 = 1,2% ← divide pelo FS
3%Span: (0,12 / 6) × 100 = 2,0% ← divide pelo Span
4%Leitura: (0,12 / 6,12) × 100 = 1,96% ← divide pelo lido
💡Mesmo EA = 0,12 bar gera % diferente porque o denominador muda. Catálogos usam %FS. Re-range usa %Span.
Armadilha: usar Span no lugar de FS. FS = valor máximo da escala. Span = URV−LRV. Se o zero não for suprimido, FS = Span. Se for, são diferentes.
Mesmo EA = 0,12: %FS=1,2% · %Span=2,0% · %Leitura=2,0%. O denominador muda tudo!
Temperatura
Termopar — Efeito Seebeck (1821)
V = α × ( T_quenteT_fria )
Dois metais diferentes unidos numa junção: quando aquecida, gera tensão termoelétrica (mV) proporcional à diferença de temperatura.
VTensão termoelétricamVSinal elétrico gerado pelo Efeito Seebeck
αCoef. SeebeckµV/°CTipo K ≈ 41 µV/°C · Tipo E ≈ 68 µV/°C
T_quenteJunção quente°CPonta imersa no processo
T_friaJunção fria°CExtremidade no transmissor (compensação eletrônica)
📋 Como organizar antes de calcular
1Identifique o tipo → pegue α: Tipo K ≈ 41 µV/°C · Tipo J ≈ 53 µV/°C · Tipo E ≈ 76 µV/°C
2ΔT = T_quente − T_fria (sempre subtraia a junta fria — nunca ignore!)
3V em µV → divida por 1.000 para obter mV (unidade dos transmissores)
Exemplo A — calcular V: Tipo K, T_quente=500°C, T_fria=25°C
1ΔT: 500 − 25 = 475 °C
2Aplique: V = 41 × 475 = 19.475 µV
3Converta: 19.475 µV ÷ 1.000 = 19,475 mV
Exemplo B — calcular T_quente: V=25 mV, Tipo K, T_fria=20°C
1Converta: 25 mV = 25.000 µV
2ΔT: ΔT = 25.000 / 41 = 609,8 °C
3T_quente: T = 609,8 + 20 = 629,8 °C ← some a T_fria!
Armadilha: esquecer de somar T_fria ao resultado. O termopar mede diferença — a junta fria precisa ser compensada. Transmissores fazem isso automaticamente; em cálculos manuais, você faz.
Tipos J·K·T·E·N·R·S·B Fornos industriais Caldeiras e turbinas Até +1820°C (tipo B)
PT100 — Resistência versus Temperatura
R(T) = R₀ × ( 1 + α × T )
A resistência elétrica da platina aumenta linearmente com a temperatura. R₀ = 100 Ω a 0°C.
R(T)Resistência a TΩ (ohms)O valor que o transmissor lê e converte em temperatura
R₀Resistência a 0°CΩPT100 = 100Ω · PT1000 = 1000Ω
αCoeficiente de temperaturaΩ/Ω·°CPlatina padrão: α = 0,00385 (IEC 60751)
TTemperatura°CO valor que queremos medir
📋 Como organizar antes de calcular
1R₀ = 100 Ω e α = 0,00385 Ω/°C são constantes fixas do PT100 — memorize
2Resolva de dentro para fora: α×T primeiro, depois (1 + …), depois × R₀
3Se deram R e pediram T: isole T = (R/R₀ − 1) / α
Exemplo A — calcular R: T = 100°C
1Fórmula: R = R₀ × (1 + α × T)
2α×T: 0,00385 × 100 = 0,385
3Parênteses: 1 + 0,385 = 1,385
4Resultado: R = 100 × 1,385 = 138,5 Ω ← valor da tabela PT100!
Exemplo B — calcular T: R medida = 121,3 Ω
1Isole T: T = (R/R₀ − 1) / α
2R/R₀: 121,3 / 100 = 1,213
3Subtraia 1: 1,213 − 1 = 0,213
4T: T = 0,213 / 0,00385 = 55,3 °C
Armadilha: a fórmula R = R₀×(1+α×T) é uma aproximação linear. Para maior precisão use Callendar-Van Dusen: R = R₀×[1+A×T+B×T²]. Em provas de nível básico, a linear é aceita.
Processos industriais gerais Indústria alimentícia Farmacêutica −200°C a +850°C
Fundamentos
Módulo 01 · PV · MV · SP · Sinais
"O que não se mede, não se controla." — Peter Drucker

PV · MV · SP — As 3 Variáveis do Controle

PV — Process Variable

A grandeza física medida em tempo real pelo sensor: temperatura, pressão, nível, vazão.

🚿 Analogia: a temperatura real da água que sai do chuveiro — o que você está sentindo agora.
SP — Set Point

O valor desejado para a PV. O controlador trabalha para que PV = SP.

🌡️ Analogia: a temperatura que você definiu no chuveiro elétrico — o alvo.
MV — Manipulated Variable

O que o controlador ajusta para influenciar a PV: abertura de válvula, rotação de bomba, potência da chama.

🔧 Analogia: o quanto você gira o registro de água quente — a ação de correção.
Erro comum de prova: confundir PV com SP. PV é o que o sensor mede agora. SP é o que você quer. Quando PV = SP, o sistema está em equilíbrio — mas o controlador ainda está ligado e monitorando.

As 4 Variáveis — Onde Aparecem num Processo

Imagine uma fábrica de bebidas: um tanque recebe líquido, aquece, e enche garrafas. As 4 variáveis estão presentes ao mesmo tempo:

Pressão (P)
Onde: bomba de entrada, válvula de saída, vaso de pressão
Por que medir: evitar ruptura de tubulações; controlar a força da bomba
Nível (N)
Onde: tanque de armazenamento, vaso de processo
Por que medir: evitar transbordamento ou bomba funcionando seca
Vazão (Q)
Onde: entrada e saída do tanque, linha de enchimento
Por que medir: controlar quantidade produzida; balanço de massa
~
Temperatura (T)
Onde: trocador de calor, pasteurizador, CIP
Por que medir: garantir qualidade, segurança alimentar e eficiência
As 4 variáveis raramente aparecem isoladas. Um tanque aquecido envolve P (pressão de vapor), N (nível do líquido), Q (entrada/saída) e T (temperatura) simultaneamente.

Sinais de Instrumentação

TipoDescriçãoUso industrial
Digital0 ou 1 — variação discretaSensores fim de curso, CLPs
4–20 mACorrente proporcional — padrão de campoTransmissores industriais
HARTDigital sobre 4–20 mADiagnóstico remoto simultâneo
PROFIBUS / FFRede digital industrialPlantas modernas integradas
4–20 mA: sinal de corrente não degrada com distância. Abaixo de 4 mA = fio partido (falha detectável). 4 mA → 0% · 20 mA → 100%.
Erro comum de prova: dizer que 0 mA = 0% de processo. Errado — 0 mA indica falha (fio partido). O live zero começa em 4 mA justamente para distinguir "zero processo" de "sem sinal".
Malha de Controle
Módulo 02

Malha Aberta vs. Fechada

TipoRealimentaçãoCorreção automáticaExemplo
AbertaNãoNãoTimer de irrigação fixo
FechadaSim (feedback)SimControle de temperatura, nível

Classificação por Função (ISA-5.1)

InstrumentoSiglaFunçãoExemplo
Sensor/Elemento primárioTE, PE, FEDetecta a grandezaTermopar, tubo de Pitot
TransmissorTT, PT, FT, LTConverte e transmite 4–20 mARosemount 3051
ControladorTC, PC, FC, LCCalcula e comandaCLP, controlador PID
Elemento finalTV, FV, LVExecuta a açãoVálvula de controle

Ação PID

P — Proporcional

Age proporcional ao erro atual. Rápido, mas deixa offset residual.

I — Integral

Acumula o erro no tempo. Elimina o offset lentamente.

D — Derivativo

Reage à velocidade de mudança. Antecipa variações.

Instrumentação
Módulo 03

Range, LRV, URV e Span

TermoSignificadoSensor 0–10 barRe-range 2–8 bar
LRVLimite inferior0 bar2 bar
URV / FSLimite superior10 bar8 bar
SpanAmplitude calibrada10 bar6 bar

Características Metrológicas

Resolução
Menor variação detectável. Sensor de 0,01 bar só detecta mudanças ≥ 0,01 bar.
Acurácia vs. Precisão
Acurácia = quão próximo do valor real. Precisão = capacidade de repetir a mesma leitura.
Linearidade e Histerese
Linearidade: desvio máximo da curva real. Histerese: diferença de leitura ao subir vs. ao descer.
Erros de Medição
Módulo 04

Resumo de Fórmulas de Erro

TipoFórmulaDenominadorQuando usar
Absoluto (EA)Indicado − RealErro em unidade de engenharia
Relativo (ER)EA / RealValor realComparação adimensional
% Leitura(EA/Real)×100Valor medidoErro relativo ao ponto
% FS(EA/FS)×100URV (fundo de escala)Comparar com catálogo
% Span(EA/Span)×100Span ajustadoInstrumento re-rangeado
Atenção: mesmo EA gera % diferentes conforme o denominador!
Pressão
Módulo 05 · Variável de Processo

O que é Pressão?

Pressão é a força exercida perpendicularmente sobre uma superfície por unidade de área.

P = F / A
1 Pascal é muito pequeno. Na indústria usa-se bar (100.000 Pa) ou PSI. Pressão atmosférica ≈ 1,013 bar.

Tipos de Pressão

Pressão Absoluta

Referência = vácuo. P_abs = P_man + P_atm

Pressão Manométrica

Referência = atmosfera local. Maioria dos manômetros industriais.

Pressão Diferencial (ΔP)

Diferença entre dois pontos. Usada para medir vazão e nível.

Vácuo

Pressão abaixo da atmosférica. Vácuo = P_atm − P_abs

Unidades de Pressão

UnidadeEquiv. em PaEquiv. em barContexto industrial
Pascal (Pa)1 Pa10⁻⁵Unidade SI
Bar100.000 Pa1Padrão industrial brasileiro
PSI6.894,76 Pa0,0689Sistema imperial (EUA)
ATM101.325 Pa1,013Pressão atmosférica padrão
mH₂O (mCA)9.806,65 Pa≈0,098Medição de nível por coluna d'água
Conversão rápida: 1 bar ≈ 10 mH₂O ≈ 14,5 PSI ≈ 100 kPa.

Principais Instrumentos de Pressão

InstrumentoPrincípioFaixaCaracterísticas
Manômetro de BourdonDeformação mecânica de tubo curvo0,5–1.000 barSem energia elétrica, robusto, barato.
Transmissor piezoresistivoStrain gauge em diafragma0–700 barSaída 4–20 mA. Padrão atual.
PressostatoChave mecânicaSinal digital (liga/desliga). Alarmes e intertravamentos.
Transmissor de ΔPDois diafragmas + célula sensor0–700 barVazão e nível por pressão diferencial.
Fórmulas visuais de Stevin, Bernoulli e P=F/A estão em
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🚗
Pneu de carro
O pneu calibrado a 32 PSI (≈ 2,2 bar) usa pressão manométrica — relativa à atmosfera. Se furar e você medir 0 PSI no manômetro, a pressão absoluta ainda é 1 atm. A diferença entre pressão absoluta e manométrica aparece todo posto de gasolina.
🍲
Panela de pressão
A tampa veda o vapor, elevando a pressão interna para ≈ 2 atm. Isso aumenta o ponto de ebulição da água para ~120°C, cozinhando mais rápido. A válvula de segurança é um pressostato mecânico: abre quando P ultrapassa o limite, exatamente como um instrumento de alarmagem.
💉
Seringa médica
Ao puxar o êmbolo, você reduz a pressão interna (criando vácuo parcial) — o líquido é empurrado para dentro pela pressão atmosférica. É pressão diferencial: ΔP entre o exterior e o interior da seringa força o fluido a entrar. Mesmo princípio de um transmissor de ΔP.
Erro comum de prova: confundir pressão absoluta com manométrica em cálculos da Lei dos Gases. Sempre converta para absoluta antes de calcular P₁V₁T₂ = P₂V₂T₁.
Nível
Módulo 06 · Variável de Processo

O que é Nível?

Nível é a grandeza física que representa a altura ou quantidade de uma substância dentro de um recipiente.

Nível de Líquido

Mais comum. Água, óleo, combustível, produtos químicos.

Nível de Sólido

Grãos, pó, cimento em silos. Ultrassom, radar ou capacitivo.

Nível de Interface

Separação entre dois líquidos imiscíveis (óleo-água).

Medição de Nível por Pressão

h = P / ( ρ × g )
Atenção: se a densidade variar (temperatura, concentração), o cálculo de nível por pressão ficará errado!

Métodos de Medição de Nível

MétodoPrincípio físicoVantagemLimitação
Boia + transmissorEmpuxo (Arquimedes)Direto, precisoPartes móveis desgastam
Pressão diferencialP = ρ×g×h (Stevin)Sem contato, baratoRequer densidade constante
UltrassomTempo de eco sonoroSem contato com fluidoEspuma e vapores interferem
Radar FMCWFrequência de eco (microondas)Alta precisão, imune a vaporCusto elevado
CapacitivoVariação de capacitânciaFunciona com viscososDepende da permissividade

Chaves de Nível

Boia (Float Switch)

Boia flutuante ligada a uma chave. Simples, sem energia elétrica no sensor.

Condutividade

Dois eletrodos fecham circuito quando fluido condutor os toca.

Vibratório (Diapasão)

Frequência muda ao tocar fluido. Imune a espuma e turbulência.

A equação de balanço de massa e Torricelli com diagramas estão em
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🏠
Caixa d'água residencial
A boia da caixa d'água é um chaveamento de nível por empuxo (princípio de Arquimedes): quando o nível sobe, a boia sobe e fecha a válvula de entrada. É um controle on/off — exatamente como uma chave de nível com set point de alto nível.
Tanque de gasolina
O indicador de combustível usa um sensor de boia resistivo: a posição da boia varia a resistência de um potenciômetro, que move o ponteiro no painel. É uma medição contínua de nível — o transmissor converte posição em sinal elétrico proporcional.
🚽
Caixa acoplada do vaso
Funciona em dois estágios: enchimento (boia sobe, fecha a válvula de entrada quando atinge o SP de nível alto) e descarga (acionamento manual abre a válvula de saída). É um sistema de controle de nível com dois set points: LL (vazio) e HH (cheio).
Erro comum de prova: esquecer que a fórmula h = P / (ρ×g) só é válida se a densidade for constante. Temperatura alta, mistura de fluidos ou espuma mudam a densidade e invalidam o cálculo.
Vazão
Módulo 07 · Variável de Processo

O que é Vazão?

Vazão é a quantidade volumétrica ou mássica de fluido que passa por uma seção transversal por unidade de tempo.

Qv = S × v
Vazão Volumétrica
Muda com temperatura e pressão em gases
Qm = ρ × Qv
Vazão Mássica
Não muda com T e P — preferida para gases e vapores

Tecnologias de Medição de Vazão

MedidorPrincípioMelhor aplicaçãoRe mínimo
Placa de OrifícioPressão diferencial (Bernoulli)Gases, vapores, líquidos limpos>10.000
EletromagnéticoLei de FaradayLíquidos condutoresQualquer
UltrassônicoTempo de trânsitoClamp-on (sem corte da linha)Qualquer
VórtexFrequência de vórtices de KármánVapor, gases limpos>10.000
CoriolisForça de Coriolis em tubos vibratóriosQualquer fluido — medição mássica diretaQualquer
Fórmulas visuais de Qv, Qm, Reynolds e Bernoulli estão em
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🚿
Torneira do banheiro
Ao fechar parcialmente a torneira, você reduz a seção de passagem (S↓). Para manter a pressão, a velocidade do fio d'água aumenta (v↑) — é a Equação da Continuidade: Qv = S × v. O Qv cai só porque S diminuiu mais do que v aumentou.
🏥
Soro hospitalar (gotejamento)
O médico prescreve "60 gotas/min" — isso é controle de vazão. Cada gota tem volume padrão (~0,05 mL), então 60 gotas/min = 3 mL/min = 180 mL/h. A câmara de gotejamento é visualmente o que um medidor de vazão faz por sinal elétrico: contar unidades de volume por tempo.
🍺
Torneira de chope
A torneira usa pressão de CO₂ para empurrar o chope — controlando a pressão, controla-se a vazão. Se a pressão cair, a vazão cai. Se o tubo estiver entupido (seção reduzida), a velocidade aumenta mas com espuma. É Bernoulli + Continuidade num copo de chope.
Erro comum de prova: usar Qv para gases em condições variáveis. Para gases, use sempre Qm (vazão mássica), pois ela não muda com temperatura e pressão — Qv de gás a 20°C ≠ Qv a 200°C para o mesmo Qm.
Temperatura
Módulo 08 · Variável de Processo · SENAI MVFI Slides 159–234

O que é Temperatura?

Temperatura é o grau de agitação térmica das moléculas de uma substância. Toda medição de temperatura é indireta — baseada na alteração de uma propriedade física (comprimento, volume, resistência elétrica, tensão).

Qualidade

Temperatura incorreta altera viscosidade, reatividade, cristalização, pasteurização.

Segurança

Superaquecimento em reatores exotérmicos pode causar runaway (reação descontrolada).

Processo

Controla taxas de reação, ponto de ebulição/condensação, eficiência de transferência de calor.

Escalas Termométricas

EscalaZero absolutoFusão do geloEbulição da águaUso
Celsius (°C)−273,15°C0°C100°CPadrão internacional / Brasil
Kelvin (K)0 K273,15 K373,15 KCálculos termodinâmicos e Lei dos Gases
Fahrenheit (°F)−459°F32°F212°FEUA · instrumentos importados
°C → °F
°F = (°C × 9/5) + 32
°F → °C
°C = 5/9 × (°F − 32)
°C ↔ K
K = °C + 273,15
Erro comum de prova: usar °C em vez de K na Lei dos Gases. Sempre converta para Kelvin antes de aplicar P₁V₁/T₁ = P₂V₂/T₂. A 0 K cessa toda agitação molecular — é o zero absoluto.

Comparação dos Sensores de Temperatura

SensorPrincípioFaixaSinalDestaque
BimetálicoDilatação diferencial de 2 metais−50°C a +500°CMecânicoSó indicação local; base dos termostatos
Vidro (haste)Dilatação de líquido−150°C a +350°CVisualBulbo protegido por poço; ±0,5%
Bulbo-capilarPressão do fluido no bulbovariávelMecânicoAciona termostatos industriais
Termistor NTCResistência cerâmica cai com T−100°C a +300°CΩAlta sensibilidade; curva não linear
Termistor PTCResistência sobe abruptamenteestreitaΩProteção de motores; ponto de transição
PT100 (RTD)Resistência da platina varia com T−200°C a +850°CΩAlta precisão; α=0,00385; 100Ω a 0°C
Termopar KEfeito Seebeck — tensão mV0°C a +1260°CmVMais usado no mundo; Cromel/Alumel
Termopar JEfeito Seebeck0°C a +760°CmVFerro/Constantan; baixo custo
Termopar EEfeito Seebeck0°C a +870°CmVMaior FEM de todos; Cromel/Constantan
Termopar TEfeito Seebeck−184°C a +370°CmVCobre/Constantan; criogenia
Termopar S/REfeito Seebeck (nobre)0°C a +1480°CmVPlatina/Ródio; padrão de calibração
Termopar BEfeito Seebeck (nobre)+870°C a +1705°CmVMais estável em altas T; Pt/Rh

PT100 — Termoresistor (RTD)

O PT100 é o termoresistor mais utilizado no mundo. É chamado assim por ser de platina (Pt) com resistência de 100 Ω a 0°C (norma IEC 751 / ITS-90).

R(T) = R₀ × [ 1 + A×T + B×T² ]  (0°C a 850°C — Callendar-Van Dusen)

Constantes para PT100: A = 3,908×10⁻³ · B = −5,775×10⁻⁷. A fórmula simplificada R=R₀×(1+α×T) com α=0,00385 é uma aproximação linear suficiente para a maioria das aplicações industriais.

Valores de referência PT100
T (°C)−1000100200400600850
R (Ω)60,26100,00138,51175,86247,09313,71390,48
Classe de tolerância (IEC 751)
ClasseFórmula do erro máximoExemplo a 200°CAplicação
Classe AA±[0,1 + 0,0017×T] °C±0,44°CLaboratório, farmacêutico
Classe A±[0,15 + 0,002×T] °C±0,55°CAlta precisão industrial
Classe B±[0,3 + 0,005×T] °C±1,30°CUso industrial geral
Ligações PT100 — 2, 3 e 4 fios
2 Fios — Simples

R_lida = R_sensor + R_cabo₁ + R_cabo₂. O transmissor não diferencia cabo de sensor.

Uso: curtas distâncias, baixa precisão. Erro depende do comprimento e temperatura do cabo.

3 Fios — Padrão Industrial ★

Terceiro fio permite ao transmissor subtrair a resistência do cabo. Como R_C1 = R_C2 = R_C3, elas se cancelam: R_lida ≈ R_sensor.

Uso: padrão na indústria. Pequeno erro residual apenas por desigualdade dos condutores.

4 Fios — Máxima Precisão

2 fios conduzem corrente constante; outros 2 medem a tensão. Alta impedância → sem corrente → sem erro de cabo.

Uso: laboratório, farmacêutico, metrologia. Medição totalmente independente do cabo.

Erro comum de prova: dizer que a ligação a 4 fios "tem mais fios conduzindo corrente". Errado — apenas 2 fios conduzem corrente de excitação; os outros 2 apenas medem tensão. A alta impedância de leitura torna a resistência do cabo desprezível.
Atenção — autoaquecimento: a corrente de excitação aquece o sensor. Para minimizar, use a menor corrente possível (tipicamente 1 mA). Autoaquecimento excessivo → leitura de temperatura maior que a real.

Termistor — NTC e PTC

NTC — Negative Thermal Coefficient

Resistência diminui quando a temperatura aumenta. Material semicondutor cerâmico. Curva não linear — especificado pela resistência a 25°C (ex: 10 kΩ@25°C).

Alta sensibilidade. Faixa estreita (−100°C a +300°C). Medições a 2 fios sem grande erro pois R é elevada. Sem normalização → reposição difícil.

Aplicações: termômetro clínico, HVAC, proteção de motores, medição de temperatura corporal.

PTC — Positive Thermal Coefficient

Resistência aumenta com a temperatura. Possui um ponto de transição a partir do qual a resistência sobe abruptamente.

Faixa de medição estreita. Não linear. Usado mais como dispositivo de proteção do que de medição.

Aplicações: proteção de motores elétricos, controle de temperatura em painéis (ventilação, aquecimento), limitação de corrente.

Termistores NTC e PTC não são normalizados — cada fabricante tem sua própria curva. A relação R×T é obtida das tabelas do fabricante. Isso dificulta a substituição e impossibilita transmissores universais.

Termopar — Efeito Seebeck

Descoberto em 1821 por T. J. Seebeck: em um circuito fechado com dois metais diferentes, surge uma força eletromotriz (FEM) proporcional à diferença de temperatura entre as duas junções.

V = α × ( T_quenteT_fria )
Junta Quente (Medição)

Ponta imersa no processo. É a junção que mede a temperatura real.

Junta Fria (Referência)

Extremidade no transmissor. Precisa ter temperatura conhecida — transmissor faz compensação eletrônica.

Grupos de termopares
Básicos — T, J, E, K

Fios de metais comuns. Baixo custo. Maior limite de erro. Uso industrial geral.

Nobres — S, R, B

Fios de platina/ródio. Custo elevado. Altíssima exatidão e homogeneidade. Alta temperatura.

TipoMateriais (+/−)Faixa (°C)FEM (mV)Sensib. médiaDestaque
KCromel / Alumel0 a 12600 a 50,994,05 mV/100°CMais usado no mundo. Robusto.
JFerro / Constantan0 a 7600 a 42,925,65 mV/100°CBaixo custo. Tubo protetor acima de 480°C.
ECromel / Constantan0 a 8700 a 66,477,64 mV/100°CMaior FEM entre todos. Alta estabilidade.
TCobre / Constantan−184 a 370−5,33 a 19,035,14 mV/100°CCriogenia. Cobre oxida acima de 310°C.
SPt90%Rh10% / Pt100%0 a 14800 a 15,341,04 mV/100°CPadrão de calibração. Recalibrar acima de 1480°C.
RPt87%Rh13% / Pt100%0 a 14800 a 17,161,16 mV/100°CSimilar ao S. Mais recente.
BPt70%Rh30% / Pt94%Rh6%870 a 17053,71 a 12,491,05 mV/100°CTemperaturas extremas. Mais estável que S e R.
Cabo de extensão vs Cabo de compensação
Cabo de Extensão

Fabricado com os mesmos metais do termopar. Mantém as propriedades termoelétricas exatas até o transmissor. Mais caro.

Uso: quando há variação de temperatura ao longo do cabo ou quando se exige maior precisão.

Cabo de Compensação

Fabricado com ligas diferentes mas com FEM equivalente ao termopar em uma faixa limitada (geralmente 0°C a 200°C). Mais barato.

Uso: maioria das aplicações industriais onde a temperatura do cabo não varia muito.

Regra crítica: sempre use o cabo do mesmo tipo que o termopar (ex: cabo K com termopar K). Um cabo errado cria uma segunda junção termoelétrica parasita que introduz erro proporcional à temperatura ambiente — erro sistemático que não aparece durante a calibração mas aparece em campo.
Lei do Circuito Homogêneo: uma terceira temperatura T3 em um ponto intermediário do condutor não altera a FEM gerada pelas junções T1 e T2. Isso é a base do uso de cabos de extensão/compensação.

Transmissores de Temperatura

Convertem o sinal fraco do sensor (mV do termopar ou Ω do PT100) em sinal padronizado 4–20 mA / HART / PROFIBUS para o sistema de controle.

Para PT100
  • ↳ Fornece corrente de excitação constante
  • ↳ Mede a tensão resultante (Lei de Ohm: R = V/I)
  • ↳ Lineariza a curva R×T
  • ↳ Converte para 4–20 mA
Para Termopar
  • ↳ Amplifica o sinal mV (muito baixo)
  • ↳ Realiza compensação de junção fria (mede a T do terminal e corrige)
  • ↳ Lineariza a curva FEM×T via tabela ITS-90
  • ↳ Converte para 4–20 mA
Por que compensar a junção fria? O termopar mede a diferença entre a junta quente e a junta fria. Se a junta fria (terminal do transmissor) estiver a 35°C e não for compensada, a leitura terá um erro de +35°C (ou proporcional). Transmissores modernos medem a temperatura do próprio terminal e somam automaticamente.

Poço Termopar (Thermowell) e Resposta Dinâmica

Tubo de proteção metálico que isola o sensor do fluido do processo. Permite troca do sensor sem parar a linha (sem corte de processo).

✓ Proteção mecânica e química · Troca sem parada · Reutilizável
✗ Aumenta significativamente a constante de tempo τ — resposta mais lenta ao processo
Constante de Tempo τ

Tempo para o sensor atingir 63,2% de uma variação degrau de temperatura.

Sensor nu (sem poço): τ ≈ 1–5 s
Sensor com poço: τ ≈ 20–120 s
Para resposta completa: ~5×τ

Processos com variações rápidas exigem sensores de baixo τ — ou o controlador reagirá com atraso.

Você já viu isso
❄️
Geladeira
O termostato usa um bimetálico ou NTC: ao atingir T_alta (ex: 8°C) liga o compressor; ao atingir T_baixa (ex: 4°C) desliga. A diferença entre os dois pontos é a histerese intencional — evita liga/desliga excessivo. É um controle on/off com 2 set points, igual ao usado industrialmente.
🍕
Forno de pizza
O termopar tipo K no forno mede até ~400°C e envia mV ao controlador. O PID ajusta a potência da resistência (MV) para manter 300°C (SP). Quando você abre a porta (perturbação), T cai — o controlador detecta PV < SP e aumenta a potência. A constante de tempo τ do forno determina o quanto o PID precisa ser "agressivo".
🌡️
Termômetro clínico digital
Usa termistor NTC (resistência cai com T) para medir 35–42°C com ±0,1°C. O NTC tem alta sensibilidade nessa faixa estreita — vantagem sobre o PT100 que seria superdimensionado para 7°C de span. O circuito converte R em T pela tabela do fabricante, pois a curva NTC não é linear.
Erro comum de prova: inverter termopar e PT100. Termopar gera tensão (mV) — é ativo, não precisa de excitação. PT100 varia resistência (Ω) — é passivo, precisa de corrente de excitação. Termopar aguenta temperaturas muito maiores; PT100 é mais preciso em faixas médias.
Relações P · N · Q
Módulo 09 · Como Pressão, Nível e Vazão se conectam
As três variáveis não existem isoladamente — entender suas relações é entender o processo.

1 · Nível → Pressão (Stevin)

P = ρ × g × h
  • Coluna de líquido gera pressão proporcional à sua altura
  • Medir P no fundo = medir nível indiretamente
  • h = 5 m de água → P = 0,49 bar

2 · Pressão → Vazão (Bernoulli)

Q ∝ √(ΔP) → dobrar Q = quadruplicar ΔP
  • Restrição no fluido cria ΔP proporcional à vazão ao quadrado
  • Transmissor realiza extração de raiz internamente para linearizar 4–20 mA

3 · Vazão → Nível (Balanço de Massa)

dh/dt = (Q_inQ_out) / A
  • Q_in > Q_out → nível sobe. Q_in < Q_out → nível cai
  • Tanque grande (A grande) → resposta lenta → mais fácil de controlar

4 · Nível → Vazão (Torricelli)

v = √(2 × g × h)
  • Em saídas gravitacionais, o nível determina a vazão de saída
  • Sistema auto-regulante: nível cai → vazão cai proporcionalmente
Cenários Reais
Módulo 10 · Clique para expandir
P, N e Q sempre aparecem juntas na indústria.
Caldeira Industrial a Vapor
Química · Papel e celulose · Petroquímica · Energia
Pressão vaporNível d'águaVazão de águaVazão de vapor
N
Nível controlado com precisão extrema. Baixo = tubos expostos = explosão. Alto = arraste de água no vapor = dano a turbinas.
Redundância 2oo3. Faixa: 40–60% do visor.
P
Pressão do vapor = variável principal de energia. P_vapor típica: 10–60 bar.
!
Swell: demanda de vapor sobe → P cai → bolhas formam-se na água → nível aparentemente sobe mas massa real cai. Solução: controle 3-elementos.
Pasteurizador de Leite — Controle de Temperatura
Alimentícia · Laticínios · Bebidas
TemperaturaVazão de leitePressão de vapor
T
HTST: leite deve atingir 72–75°C por 15 segundos. SP = 73°C · Tolerância: ±0,5°C · Sensor: PT100 classe A
SP = 73°C · Tolerância: ±0,5°C
Q
A vazão de leite determina o tempo de residência. Se Q aumenta → exposição cai → pasteurização incompleta.
!
Desvio de temperatura: se T < 72°C, válvula de desvio redireciona o produto para reaquecimento antes do envase.
Calibração de Instrumentos
Módulo 11 · Metrologia Industrial · Fonte: PPT SENAI MVFI

O que é Calibração?

Calibração é o conjunto de operações que estabelece a relação entre os valores indicados por um instrumento e os valores correspondentes conhecidos de um padrão rastreável.

Na prática industrial, "calibração" inclui verificação + ajuste.

Rastreabilidade Metrológica

1 · BIPM — Bureau Internacional de Pesos e Medidas
Padrão primário mundial (Paris)
2 · INMETRO — Instituto Nacional de Metrologia
Padrão primário nacional brasileiro
3 · Laboratórios Acreditados (RBC)
Rede Brasileira de Calibração
4 · Instrumento do processo industrial
Calibrado contra o padrão do laboratório acreditado

Procedimento Passo a Passo

1
Identificação e Documentação
Registrar TAG, fabricante, modelo, nº de série, data, faixa LRV/URV e padrão utilizado.
2
Verificação Inicial (As Found)
Aplicar 5 pontos (0%, 25%, 50%, 75%, 100%) crescente e decrescente. Registrar saída. Documenta estado ANTES do ajuste.
3
Cálculo dos Erros
Calcular EA e %FS para cada ponto. Comparar com tolerância. Se aprovado → sem ajuste. Se não → ajuste necessário.
4
Ajuste de Zero e Span
Zero: aplicar 0% → ajustar até 4,00 mA. Span: aplicar 100% → ajustar até 20,00 mA. Repetir ciclos até convergir.
5
Verificação Final (As Left) e Relatório
Repetir 5 pontos após ajuste. Documentar As Left. Emitir Relatório com data, padrões, resultados e prazo da próxima calibração.

Tabela de Pontos — Exemplo

Transmissor 0–10 bar → 4–20 mA. Tolerância: ±0,5% FS

PontoPressão padrãoSaída esperadaSaída medidaErro %FSSituação
0%0,00 bar4,00 mA4,02 mA+0,13%✓ OK
25%2,50 bar8,00 mA8,05 mA+0,31%✓ OK
50%5,00 bar12,00 mA12,09 mA+0,56%✗ Fora
75%7,50 bar16,00 mA16,11 mA+0,69%✗ Fora
100%10,00 bar20,00 mA20,12 mA+0,75%✗ Fora
Erro cresce com a variável → indicativo de erro de ganho (span incorreto).
Flashcards
54 cards · Toque para virar · 8 categorias com filtro
1 / 54
toque para revelar a resposta
Resposta
Quiz Aleatório
38 questões · Embaralhadas a cada rodada
Escolha quantas questões:

Escolha a quantidade acima para começar.

Calculadora
9 fórmulas interativas
Erro Absoluto + Relativo
EA = Indicado − Real · ER = EA/Real
Erro % FS e % Span
%FS=(EA/FS)×100 · %Span=(EA/Span)×100
Acurácia em Engenharia
Erro_max = FS × (%FS / 100)
Pressão Hidrostática (Stevin)
ΔP = ρ × g × h
Nível a partir da Pressão
h = P / (ρ × g)
Número de Reynolds
Re = (ρ × v × D) / μ
Torricelli — Saída por gravidade
v = √(2gh) · Q = A_orifício × v
Conversor de Temperatura
°C ↔ K ↔ °F
Lei dos Gases — V₂ = P₁V₁T₂ / (T₁P₂)
Simuladores de Escoamento
Continuidade = geometria e velocidade · Bernoulli = pressão e energia
1
Equação da Continuidade
A₁ · V₁ = A₂ · V₂
D₁=0,10 m V₁=2,0 m/s D₂=0,05 m V₂=? Qv = ?
S1 — Entrada
S2 — Saída
D₂ < D₁ → fluido acelera
Resultado em tempo real
V₂ = ? m/s
Qv = ?
2
Equação de Bernoulli
P₁/ρ + v₁²/2 + g·h₁ = P₂/ρ + v₂²/2 + g·h₂
Calcular:
P₁ 2,20 bar V₁=2 m/s P₂ ? bar V₂=8 m/s ΔP = ? ?
S1 — Entrada
220.000 Pa ≈ 2,2 bar
S2 — Saída
Digite ou importe do Sim. 1
Resultado em tempo real

Exemplos prontos

Placa de Orifício
Água · D1=10→5cm
V1=2 m/s · P1=2,2 bar
Bomba + Desnível
Água · D1=15→8cm
V1=1,5 m/s · S2 a 3m
Bernoulli Puro
Óleo ρ=850
V1=3→6 m/s · P1=5 bar
Duto de Ar
Ar ρ=1,2
D1=30→15cm · V1=15 m/s
Fluido incompressível, escoamento permanente e sem perdas (Bernoulli ideal).
Atualizações
O que mudou em cada versão do SENAI · MVF
v5.6 Passo a Passo e Dicas de Resolução Mar 2026
  • Cada fórmula visual agora tem um guia de como organizar as variáveis antes de calcular
  • Dois exemplos numéricos completos por fórmula — um calculando a variável principal, outro isolando uma variável diferente
  • Caixa de armadilha ⚠ em cada fórmula com os erros mais frequentes em prova (unidades erradas, raio vs diâmetro, junta fria esquecida, etc.)
  • Fórmulas: P=F/A · Stevin · Vazão Qv · Reynolds · Erros EA/%FS/%Span · Termopar Seebeck · PT100 (sentido direto e inverso)
v5.5 Temperatura — Conteúdo Completo Mar 2026
  • Módulo Temperatura expandido com base nos slides 159–234 do material oficial SENAI
  • Escalas: tabela comparativa com pontos fixos (zero absoluto, fusão do gelo, ebulição) e todas as fórmulas de conversão
  • Tabela geral de 12 sensores — bimetálico, vidro, bulbo-capilar, NTC, PTC, PT100, PT1000, termopares T/J/E/K/S/R/B
  • PT100 expandido: fórmula completa de Callendar-Van Dusen, tabela de valores de referência (−100°C a +850°C), classes de tolerância A/B/AA com fórmulas, ligações a 2/3/4 fios com diferença prática
  • Termistor: diferença entre NTC e PTC, por que NTC não tem transmissor universal
  • Termopar expandido: Efeito Seebeck, grupos básicos vs nobres, tabela completa dos 7 tipos (T, J, E, K, S, R, B) com materiais, faixas e FEM, cabo de extensão vs cabo de compensação, Lei do Circuito Homogêneo, compensação de junção fria
  • Transmissores: diferença no circuito para PT100 vs termopar
  • Thermowell: constante de tempo τ com valores típicos (sensor nu vs com poço)
  • +12 flashcards de temperatura · +7 questões de quiz (totais: 78 cards · 53 questões)
v5.4 Polimento & Usabilidade Mar 2026
  • Dashboard reorganizado em 4 colunas — sem espaço vazio; todos os módulos, flashcards, quiz e calculadora acessíveis direto da tela inicial
  • Acesso rápido à prática no topo do dashboard (Flashcards, Quiz, Calculadora, Bernoulli, Fórmulas)
  • Simulador Bernoulli agora permite escolher qual variável calcular — P₂, V₂, P₁ ou V₁. Informe as 3 conhecidas e o resultado da desconhecida aparece automaticamente
  • Histórico de versões reescrito com linguagem do estudante — o que mudou na prática, não nos bastidores
v5.3 Novos Conteúdos Mar 2026
  • Módulo Fundamentos expandido: analogias do dia a dia para PV, SP e MV (chuveiro, geladeira, registro de água) e mapa das 4 variáveis num processo de fábrica
  • Seção "Você já viu isso" adicionada em Pressão, Nível, Vazão e Temperatura — conecta cada conceito industrial a exemplos do cotidiano (pneu, caixa d'água, torneira, geladeira…)
  • Alertas de erros comuns de prova distribuídos ao longo dos módulos
  • +12 flashcards cobrindo Reynolds, Bernoulli, Venturi e calibração prática
  • +8 questões de quiz com cálculos numéricos reais: Stevin, Bernoulli, PT100, diagnóstico de falha 3,5 mA
  • Total: 66 flashcards · 46 questões
v5.2 Fórmulas e Simuladores Mar 2026
  • Diagramas das fórmulas maiores e responsivos — funcionam bem em celular e desktop
  • Ao passar o mouse (ou tocar) em qualquer variável da fórmula, ela acende no diagrama e na tabela ao mesmo tempo
  • Botão "Ver resolução" em cada fórmula — mostra a conta passo a passo com valores numéricos reais
  • Tanque de Stevin com animação do nível da água subindo e descendo
  • Simuladores de Continuidade e Bernoulli calculam em tempo real enquanto você digita — sem precisar clicar em "Calcular"
  • Diagrama do tubo atualiza as setas de velocidade proporcionalmente ao que você digitou
  • Alertas automáticos: cavitação, velocidade muito alta, escoamento laminar
  • Passo a passo do cálculo expansível abaixo de cada simulador
v5.1 Tema e Layout Mar 2026
  • Botão ☀/☾ no topo alterna entre tema escuro e claro — preferência salva entre sessões
  • Tipografia ajusta automaticamente o tamanho conforme o tamanho da tela (celular, tablet, desktop)
  • Menu lateral (drawer) no celular para navegar entre módulos sem perder espaço
  • Setas de rolagem no menu do desktop para acessar todos os itens sem sobreposição
v5.0 Versão Base 2025
  • 11 módulos: Fundamentos, Malha de Controle, Instrumentação, Erros, Pressão, Nível, Vazão, Temperatura, Relações P·N·Q, Cenários Reais, Calibração
  • 54 flashcards com animação de virar a carta, filtro por categoria
  • 38 questões de quiz com feedback imediato e explicação da resposta
  • 9 calculadoras: Stevin, Nível por pressão, Reynolds, Torricelli, Erro absoluto, Erro %FS, Acurácia, Conversor de temperatura, Lei dos Gases
  • Simuladores de Continuidade e Bernoulli
  • Fórmulas visuais com diagramas SVG e tabela de variáveis